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Imóvel comercial pelo menor aluguel nem sempre é a decisão mais econômica.

Localização, infraestrutura e documentação evitam gastos extras e atrasos na abertura, mesmo com aluguéis anunciados até 33,6% mais altos em 12 meses em bairros de Curitiba

Construção de imóvel comercial em andamento com placa de locação da Estruturar Imóveis Comerciais.
Obra de imóvel comercial em construção com placa de locação da Estruturar. Foto: Divulgação

Eficiência em operação comercial vai além do preço do aluguel

Localização, infraestrutura e documentação evitam gastos extras e atrasos na abertura, mesmo com aluguéis anunciados até 33,6% mais altos em 12 meses em bairros de Curitiba

Escolher um imóvel comercial pelo menor aluguel nem sempre é a decisão mais econômica. Para uma loja, um restaurante ou uma empresa de serviços, um endereço barato pode exigir reformas, atrasar a abertura ou dificultar o acesso do público. Já um imóvel mais caro, mas adequado à operação, pode reduzir despesas imprevistas e ajudar a preservar a margem de lucro. A diferença está nos custos que não aparecem no anúncio e no impacto do espaço sobre o funcionamento do negócio.

Para Sergio Zimmermann, diretor-executivo da Estruturar Imóveis Comerciais, que atua há 18 anos em gestão e intermediação, o valor do aluguel deve ser analisado em relação ao resultado que o imóvel pode proporcionar. “Fluxo de pessoas e veículos, visibilidade, facilidade de acesso, estacionamento e infraestrutura compatível com a atividade estão entre os fatores que influenciam a escolha. Quando o imóvel não atende a essas necessidades, a economia inicial pode desaparecer em obras, adaptações e despesas acumuladas antes da abertura”, afirma.

Na experiência da Estruturar, imóveis com localização estratégica, documentação regular e infraestrutura adequada podem alcançar aluguéis até 30% superiores aos de propriedades comparáveis na mesma região. Ainda assim, são justamente esses ativos que tendem a atrair mais interessados e a permanecer menos tempo desocupados, o que revela um paradoxo do mercado: pagar mais pode ser a decisão financeiramente mais eficiente.

Zimmermann destaca que um aluguel mais alto é uma decisão de negócio e “só se justifica financeiramente quando as condições do imóvel contribuem para o desempenho da operação ou reduzem despesas relevantes”. Uma simulação ajuda a dimensionar essa relação. Supondo que uma empresa pague R$ 6 mil a mais por mês por um imóvel e que a escolha permita gerar R$ 60 mil adicionais em vendas mensais. Com margem de 15%, o resultado incremental seria de R$ 9 mil. Descontado o aluguel adicional, sobrariam R$ 3 mil por mês, ou R$ 36 mil em um ano, antes de outros custos e efeitos tributários.

Mercado imobiliário na capital - Em Curitiba, os preços anunciados de aluguel de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados subiram 33,6% na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e 31,3% no Boqueirão entre março de 2025 e março de 2026, segundo o Índice FipeZAP Comercial. No mesmo período, a alta foi de 15,2% no Batel, 12,8% no Centro Cívico e 12% no Centro. O Rebouças, por sua vez, registrou queda de 13,3%.

Os custos que pesam na decisão não se limitam ao aluguel. Para a Estruturar, três medidas ajudam a reduzir o risco de uma escolha que comprometa o caixa: definir as necessidades da operação antes de procurar o endereço para estabelecer previamente o público consumidor, fluxo, acesso, estacionamento, logística e possibilidade de expansão; comparar o custo total de ocupação para projetar despesas de entrada, operação e saída, incluindo obras, licenças, condomínio, IPTU, garantias, meses sem faturamento e devolução do imóvel; e realizar as análises técnica e jurídica antes de assinar o contrato como verificar matrícula, habite-se, zoneamento, condições para obtenção das licenças e adequação da infraestrutura.

“A decisão não deve partir apenas do valor anunciado. Para o locatário, a questão é avaliar quanto custará ocupar o imóvel e se ele oferece condições para a operação funcionar sem comprometer o caixa. A escolha precisa considerar o conjunto de despesas e benefícios, porque o aluguel mais baixo na entrada nem sempre resulta no menor custo ao longo do contrato”, finaliza Zimmermann.

Sobre a Estruturar

A Estruturar Imóveis Comerciais iniciou suas atividades em agosto de 2008, com o objetivo de atender à demanda de uma instituição financeira por contratos de locação no modelo Built to Suit, de construções sob medida para locação. A partir desse primeiro projeto, a empresa expandiu sua atuação para diversos segmentos, como farmácias, redes de fast food, cooperativas de crédito, supermercados, área médica e strip malls. Ao longo de 17 anos de atuação, a Estruturar já realizou mais de 300 empreendimentos nesse modelo de negócio, ultrapassando R$ 1,2 bilhão em investimentos.

Cláudia Palaci


Fonte: Claudia Palaci <claudiap@bessacomunicacao.com.br>

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