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Ilha do Mel: ilha de praias, trilhas e farol histórico em Paranaguá

há 6 minutos
5 min de leitura

Cerca de 93% da ilha está protegida por unidades de conservação, segundo o Governo do Paraná: o acesso é só de barco, e lá dentro se anda a pé ou de bicicleta.


Ficha rápida


  • Tipo de atração: ilha com praias, trilhas e patrimônio histórico, abrigando o Parque Estadual e a Estação Ecológica da Ilha do Mel

  • Cidade: Paranaguá, litoral do Paraná

  • Horário: acesso livre à ilha, condicionado à travessia de barco; segundo o Governo do Paraná, as embarcações operam das 8h às 18h, conforme a embarcação

  • Ingresso: a travessia é paga; o governo estadual prepara a cobrança de um ingresso para a ilha, com valor ainda não definido na última informação oficial (março de 2026)

  • Travessia: cerca de 30 minutos a partir de Pontal do Sul (Pontal do Paraná) e cerca de 1h30 a partir de Paranaguá, segundo o governo

  • Estacionamento: há estacionamento nos terminais de embarque, segundo o governo

  • Pet: o IAT informa que animais domésticos são proibidos no Parque Estadual


A Ilha do Mel, no município de Paranaguá, é um dos destinos mais conhecidos do litoral paranaense. Reúne praias, morros, trilhas e dois monumentos históricos, o Farol das Conchas e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres.


Sem carros, a ilha é percorrida a pé ou de bicicleta, por trilhas que ligam as vilas de Encantadas, Nova Brasília e Farol às praias e aos trapiches. A gestão é do Instituto Água e Terra (IAT), por meio da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim).


Vista aérea da Ilha do Mel, em Paranaguá, com praias, vegetação e a baía ao redor
Vista aérea da Ilha do Mel, no litoral do Paraná. Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Principais pontos


  • Acesso só por barco, com embarque em Pontal do Sul ou em Paranaguá.

  • Farol das Conchas, de 1872, com vista panorâmica do alto do Morro das Conchas, segundo o IAT.

  • Gruta das Encantadas, a cerca de 600 metros de trilha do trapiche de Encantadas.

  • Trilhas de cerca de 650 metros a mais de 5 quilômetros, sinalizadas ou com guias contratados, segundo o IAT.


Uma ilha quase toda protegida


Segundo o IAT, a administração da Ilha do Mel foi transferida pelo Serviço de Patrimônio da União ao Estado do Paraná em 1982, com a condição de que fosse criada uma unidade de conservação para proteger seus ecossistemas. No mesmo ano nasceu a Estação Ecológica, que ocupa cerca de 81% da ilha e protege manguezais, restingas, brejos litorâneos e caxetais; ali a visitação depende de autorização do IAT e tem fins educativos.


Em 2002 foi criado o Parque Estadual da Ilha do Mel, que ocupa cerca de 12% do território, protege praias, costões rochosos e remanescentes de Floresta Ombrófila Densa e é aberto à visitação, ao lazer ordenado e à pesquisa. Somadas, as duas unidades cobrem cerca de 93% da ilha, segundo o governo estadual.


A ocupação também tem limite. Segundo a Agência Estadual de Notícias, a capacidade máxima da ilha é de 11 mil pessoas, somando moradores e turistas, e o fluxo atual é de cerca de 5 mil pessoas por dia. O governo contratou um sistema de controle de acesso, com bilhetes comprados por aplicativo ou em totens nos pontos de embarque, e a Paranaguá Saneamento executa obras de coleta e tratamento de esgoto na ilha, segundo o IAT.


O que ver e fazer


  • Farol das Conchas: construído em 1872, no alto do Morro das Conchas. O acesso é por trilha seguida de escadaria de 150 degraus, com vista panorâmica no topo, segundo o IAT.

  • Gruta das Encantadas: formação rochosa de influência marinha, a cerca de 600 metros de trilha do trapiche de Encantadas.

  • Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: fortificação considerada patrimônio cultural, segundo o IAT, a cerca de 4 quilômetros de trilha do trapiche de Brasília.

  • Praias e costões: o IAT destaca as praias e os costões rochosos, com cracas e outros organismos marinhos, e os caranguejos maria-farinha na areia.

  • Trilhas: vão de cerca de 650 metros a mais de 5 quilômetros, com graus de dificuldade diferentes, e podem ser feitas sem guia, pela sinalização, ou com guias contratados.

  • Observação de fauna e flora: segundo o IAT, há orquídeas e bromélias, mangues e restinga, botos-cinza na Baía de Paranaguá e aves como fragatas e atobás.


Dicas para a visita


  • Compre a passagem com antecedência pelo site oficial de vendas da Abaline, como recomenda a operadora; os horários dependem da maré e do tempo e podem mudar sem aviso.

  • Bicicletas podem ir na barca mediante taxa, que deve ser escolhida no momento da compra, segundo a Abaline.

  • Ande em grupos de até 10 pessoas e só pelas trilhas sinalizadas, sem atalhos, como orienta o IAT.

  • Leve de volta todo o lixo, inclusive restos orgânicos como cascas e sementes.

  • Segundo o IAT, no Parque Estadual são proibidos fogueiras e churrascos, acampar fora de locais autorizados, coletar plantas ou materiais e usar equipamentos de som que causem incômodo.

  • Para dúvidas na ilha, a Unadim atende em Encantadas (Lote 113) e na Vila do Farol (Lote 10), de segunda a sexta, das 8h30 às 18h, e aos sábados, das 8h30 às 12h, pelo telefone (41) 3422-8233, segundo a carta de serviços do IAT.


Serviço

Ilha do Mel (Parque Estadual e Estação Ecológica da Ilha do Mel)

Onde: Paranaguá (PR). Embarque em Pontal do Sul, no fim da avenida principal (Pontal do Paraná), ou em Paranaguá

Travessia: barcas da Abaline a partir das 8h; em dias úteis, de hora em hora até as 18h; nos fins de semana, a cada 30 minutos, segundo a operadora

Barca ida e volta (Pontal do Sul): R$ 49 (turista), R$ 36 (60+), R$ 30 (morador, com comprovação); crianças até 7 anos não pagam. Valores consultados em 13/10/2026

Como chegar ao embarque de Pontal do Sul: abrir no Google Maps

Unadim: (41) 3422-8233 · unadim.nb@iat.pr.gov.br


Antes de ir: confirme no site da Abaline os horários e valores da travessia, que mudam com a maré, o tempo e a temporada, e verifique se o sistema de controle de acesso e a cobrança de ingresso já estão em vigor. Valores da travessia saindo de Paranaguá e horários de funcionamento das atrações não foram confirmados em fonte oficial e ficaram de fora.


Perguntas frequentes


Como chegar à Ilha do Mel?


Só de barco. O embarque é em Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, com travessia de cerca de 30 minutos, ou em Paranaguá, com cerca de 1h30, segundo o Governo do Paraná.


Quanto custa a barca para a Ilha do Mel?


Saindo de Pontal do Sul, a passagem de ida e volta custa R$ 49 para turistas e R$ 36 para pessoas com 60 anos ou mais; crianças até 7 anos não pagam, segundo a Abaline (consulta em 13/10/2026).


Pode entrar de carro na Ilha do Mel?


Não. Na ilha só se circula a pé ou de bicicleta; pequenos veículos elétricos são exclusivos de serviços públicos e emergências, segundo o IAT.


Pode levar cachorro para a Ilha do Mel?


O IAT informa que animais domésticos são proibidos no Parque Estadual da Ilha do Mel.


É preciso pagar para entrar na Ilha do Mel?


Hoje paga-se a travessia. O governo estadual prepara um ingresso, sem taxa de permanência e com validade de até dez dias; em março de 2026, o valor ainda não estava definido.



Fontes: Instituto Água e Terra (página do Parque Estadual da Ilha do Mel e carta de serviços da Unadim), Governo do Paraná (página Visitar a Ilha do Mel), Agência Estadual de Notícias (notícias de 22/01, 12/02 e 03/03/2026) e Abaline (horários e valores da travessia). Consultas em 13/10/2026.


É responsável por esta atração? Para corrigir uma informação, escreva para a redação, sem custo: redacao@paranashop.com.br. Para incluir fotos, programação ou destaque no Guia turístico, fale com o comercial: comercial@paranashop.com.br.

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