Dengue: calor e chuvas reforçam cuidados para evitar a proliferação do mosquito
Com a perspectiva de alterações climáticas associadas ao El Niño, especialistas destacam a importância de eliminar criadouros do Aedes aegypti e manter a prevenção durante todo o ano.

A combinação de temperaturas elevadas e períodos de chuva pode favorecer a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Diante das preocupações com os efeitos do El Niño na temporada 2026/2027, especialistas reforçam a necessidade de adotar medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão da doença.
O médico Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, destaca que a prevenção deve combinar o combate aos criadouros, a proteção contra picadas e a vacinação, conforme as recomendações de saúde para cada público.
Como evitar a proliferação do mosquito da dengue?
A principal medida é impedir que o mosquito encontre locais adequados para depositar seus ovos. Pequenas quantidades de água acumulada em recipientes podem servir de criadouro.
Entre os cuidados recomendados estão:
• Eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e outros recipientes.
• Manter caixas-d'água e reservatórios bem tampados.
• Limpar calhas, ralos e áreas que possam acumular água.
• Utilizar repelentes adequados à faixa etária, seguindo as instruções do fabricante.
• Instalar telas em portas e janelas, quando possível.
A atenção deve ser contínua, inclusive após períodos de chuva.
Qual é a relação entre o El Niño e a dengue?
O El Niño é um fenômeno climático que pode modificar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões. Seus efeitos variam conforme a localidade e a época do ano.
Alterações nas condições de chuva e calor podem influenciar o ambiente em que o mosquito se reproduz. Isso, porém, não significa que uma previsão climática determine automaticamente o número de casos de dengue.
O material divulgado pela assessoria cita uma projeção de aproximadamente 1,7 milhão de casos no Brasil em 2027, atribuída ao InfoDengue/Fiocruz. Como não foi possível confirmar a metodologia e a publicação original dessa estimativa, o número não será apresentado como previsão consolidada nesta reportagem.
Vacinação também faz parte da prevenção
A vacinação é uma ferramenta importante para reduzir os riscos associados à dengue, mas não substitui a eliminação dos criadouros.
A vacina Qdenga, desenvolvida pela Takeda, possui registro na Anvisa e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses. Sua indicação em bula não deve ser confundida com os critérios de oferta pelo Sistema Único de Saúde, que seguem estratégias específicas de vacinação.
A orientação é consultar os serviços de saúde para verificar a disponibilidade e a indicação da vacina em cada caso.
Prevenção depende de cuidados coletivos
Segundo Fábio Argenta, o combate ao mosquito exige ações que vão além da vacinação, incluindo a retirada de recipientes com água acumulada, o uso adequado de repelentes e a proteção dos ambientes.
A participação dos moradores é essencial para reduzir os focos do Aedes aegypti e contribuir para a prevenção da dengue nos bairros e nas cidades.
Fontes: assessoria Markable/Saúde Livre Vacinas; Ministério da Saúde; Anvisa.




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