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As 20 maiores empresas do Paraná e o negócio que mais cresce no Estado

12 de jul.
5 min de leitura

Atualizado: 27 de set.

Copel lidera ranking das maiores empresas do Estado, enquanto cooperativas agroindustriais ocupam posições de destaque. Na base da economia, pequenos negócios respondem pela maioria das novas empresas registradas.


Vista panorâmica do Paraná com indústrias, cooperativas agrícolas, linhas de energia, porto e pequenos empreendedores representando a economia estadual.
Cooperativas, indústria, energia, logística e pequenos empreendedores formam a base da economia que faz do Paraná um dos estados mais competitivos do Brasil.

Matéria atualizada em 27/09/2026


A economia do Paraná tem duas faces que ajudam a explicar sua dimensão: de um lado, empresas e cooperativas que movimentam bilhões de reais; de outro, uma multidão de pequenos empreendedores que abre negócios todos os dias. O contraste aparece nos números mais recentes: o ranking das 100 maiores empresas do Estado coloca a Copel no topo pelo Valor Ponderado de Grandeza (VPG), enquanto a Junta Comercial do Paraná (Jucepar) registra milhões de empresas ativas e uma predominância absoluta de microempreendedores individuais entre as novas constituições.


O ranking elaborado pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil considera os balanços de 2024 e utiliza o VPG, indicador que combina patrimônio líquido, receita líquida e lucro ou prejuízo. O patrimônio tem peso de 50%, a receita representa 40% e o resultado líquido responde pelos 10% restantes. Por isso, a empresa com maior faturamento não necessariamente ocupa a primeira posição.


As 20 maiores do Paraná


A lista mais recente mostra uma economia fortemente ligada à energia, ao agronegócio, à indústria, à logística e aos serviços públicos. O ranking de 2025 ficou assim:

Posição

Empresa

Setor

1

Copel

Energia

2

Coamo

Cooperativa de produção

3

Rumo

Transporte e logística

4

Klabin

Papel e celulose

5

Lar Cooperativa Agroindustrial

Cooperativa de produção

6

C.Vale

Cooperativa de produção

7

Sanepar

Serviços públicos

8

Itaipu Binacional

Energia

9

Electrolux do Brasil

Eletroeletrônicos

10

Copacol

Cooperativa de produção

11

Cocamar

Cooperativa de produção

12

Cálamo Distribuidora de Produtos de Beleza S.A.

Comércio

13

Grupo Potencial

Comércio

14

CGN Brasil Energia e Participações

Energia

15

Frísia Cooperativa Agroindustrial

Cooperativa de produção

16

Berneck

Madeira e cultivo florestal

17

Castrolanda

Cooperativa de produção

18

Integrada Cooperativa Agroindustrial

Cooperativa de produção

19

Banco CNH Capital

Financeiro

20

Frimesa

Cooperativa de produção

Os dados do ranking mostram também como as posições mudaram em relação à edição anterior. A Rumo passou para a terceira colocação, enquanto a Klabin ficou em quarto. A Integrada caiu da 14ª para a 18ª posição, e o Banco CNH Capital avançou para a 19ª.


A Cálamo, que havia causado dúvida na versão anterior, aparece oficialmente na 12ª posição. O ranking a classifica como empresa do setor de comércio – atacado e varejo. A razão social é Cálamo Distribuidora de Produtos de Beleza S.A.; documentos oficiais do Governo do Paraná confirmam sua condição de pessoa jurídica de direito privado e registram endereço em Curitiba.


Agronegócio continua sendo uma força empresarial


O cooperativismo é um dos elementos mais evidentes da lista. Coamo, Lar, C.Vale, Copacol, Cocamar, Frísia, Castrolanda, Integrada e Frimesa estão entre as 20 maiores.

Somadas, essas organizações representam uma parte importante da cadeia que começa na propriedade rural e chega às indústrias de alimentos, aos portos, aos supermercados e aos mercados internacionais. O modelo cooperativista também tem peso significativo no emprego e na circulação de renda no interior do Paraná.


A Coamo, por exemplo, aparece em segundo lugar no ranking pelo VPG, mas é a empresa com maior receita líquida entre as integrantes da lista. Em 2024, sua receita chegou a aproximadamente R$ 26,8 bilhões.


A fotografia ajuda a entender por que cidades do interior paranaense conseguiram construir polos econômicos de grande escala. Campo Mourão, Cascavel, Medianeira, Palotina, Toledo, Castro e outras regiões não dependem apenas do comércio local: possuem organizações capazes de participar de cadeias nacionais e internacionais de produção.


E qual negócio mais aparece entre os novos registros?


Aqui é preciso separar duas informações que frequentemente são confundidas.

A Jucepar registra a natureza jurídica da empresa e também suas atividades econômicas, classificadas pelos códigos CNAE. Portanto, dizer que "MEI é o negócio mais registrado" não é tecnicamente correto. MEI é uma modalidade jurídica/empresarial, não uma atividade econômica.


Nos dados mais recentes da Junta, o Microempreendedor Individual é disparado o principal formato de abertura de empresas. No primeiro trimestre de 2026, foram 82.982 novos MEIs, contra 29.794 sociedades limitadas e 1.145 empresários individuais. No período, o Paraná abriu 114.487 empresas e fechou 61.014, resultando em saldo positivo de 53.473 negócios.


Em 2025, considerando janeiro a novembro, foram abertas 332.989 empresas no Estado. Os MEIs representaram 73,36% desse total, com 244.292 registros, enquanto as sociedades limitadas somaram 82.748 novas empresas.


Quando a pergunta é sobre atividade econômica, a fotografia é diferente: comércio e prestação de serviços aparecem com enorme peso na base empresarial, enquanto setores como indústria, agronegócio, construção, transporte e tecnologia completam a estrutura produtiva.


A própria Jucepar disponibiliza uma ferramenta de consulta que permite filtrar as empresas por atividade econômica, município, período e situação cadastral. É essa classificação por CNAE que deve ser utilizada para responder com precisão qual atividade econômica possui o maior número de empresas, e não a natureza jurídica.


Do pequeno comércio às gigantes bilionárias


A distância entre os dois extremos é enorme. Uma empresa como a Copel aparece no topo de um ranking formado por patrimônio, receita e resultado financeiro. Na outra ponta, milhares de paranaenses começam uma atividade com um computador, uma cozinha doméstica, um pequeno estoque ou uma prestação de serviço feita individualmente.


Essa diferença não significa que os pequenos negócios tenham pouca importância econômica. Eles são responsáveis por uma parcela significativa da movimentação cotidiana das cidades: salões de beleza, restaurantes, oficinas, lojas, profissionais de tecnologia, transportadores, pequenos fabricantes, prestadores de serviços e vendedores que trabalham pela internet.


O Paraná chegou a mais de 2 milhões de empresas ativas em 2026, segundo a Jucepar. No primeiro trimestre, o Estado tinha 2.032.624 negócios ativos, entre matrizes e filiais. O número representa crescimento de 11,77% em relação ao mesmo período de 2025.


A velocidade para abrir uma empresa também ajuda a explicar esse movimento. O Estado vem adotando mecanismos de simplificação e baixo risco, com atividades que podem ser liberadas de determinadas licenças e autorizações. No primeiro trimestre de 2026, 10.323 novas empresas e filiais foram beneficiadas pelo Selo de Baixo Risco.


Uma economia que combina escala e empreendedorismo


O retrato empresarial paranaense, portanto, não pode ser contado apenas pelo ranking das grandes corporações. As gigantes mostram onde estão concentrados capital, infraestrutura e capacidade de investimento. Os pequenos negócios revelam onde está a força cotidiana do empreendedorismo.


Energia, agronegócio, indústria, logística e cooperativismo formam uma espécie de espinha dorsal da economia estadual. Comércio e serviços, por sua vez, fazem essa economia chegar à rua, ao bairro e ao consumidor.


A pergunta que fica para os próximos anos é se parte dos mais de 2 milhões de negócios ativos conseguirá atravessar a fase inicial, ganhar produtividade, contratar funcionários e crescer. Afinal, entre a pequena empresa aberta hoje e uma das maiores organizações do Paraná existe uma longa trajetória — e, em muitos casos, a história começa justamente em uma loja pequena, numa propriedade rural, em uma garagem ou diante de um computador.


Edição: Marcos Paulo Assis

Esta reportagem foi produzida com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com apuração complementar, revisão, checagem e edição humana, seguindo os padrões editoriais do Paranashop.

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