Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 Tempo · Cotações · Horóscopo · Agenda · Guias

Troca de letras na alfabetização: saiba quando os pais devem ficar atentos

Trocas de letras e escrita espelhada podem fazer parte da alfabetização. Especialista explica as fases do processo e quando buscar orientação.

Troca de letras na alfabetização: saiba quando os pais devem ficar atentos
Nesta matéria
  1. Alfabetização acontece gradualmente
  2. Fases da aprendizagem da escrita
  3. Família e escola devem acompanhar juntas
  4. Sobre a Escola Pedro Apóstolo

Especialista explica as fases da aprendizagem da escrita e orienta famílias a acompanhar o desenvolvimento infantil sem comparações ou cobranças excessivas

A alfabetização é uma das etapas da infância que mais gera dúvidas entre as famílias. Trocas de letras, escrita espelhada, dificuldade para ler e diferenças de desempenho em relação aos colegas podem causar preocupação, mas nem sempre indicam um problema no desenvolvimento da criança.

O tema ganha destaque com a proximidade do Dia Mundial da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro, data que reforça a importância do acesso à educação e do acompanhamento adequado da aprendizagem.

De acordo com Carolina Paschoal, pedagoga e diretora da Escola Pedro Apóstolo, em Curitiba, o mais importante é observar a evolução individual do aluno e evitar usar comparações como principal parâmetro.

“Cada criança tem seu próprio tempo, suas habilidades e sua trajetória. A comparação desconsidera essa singularidade e pode comprometer profundamente a construção de sua autoestima e de uma percepção saudável sobre si mesma”, afirma.

Alfabetização acontece gradualmente

Aprender a ler e escrever não acontece de uma hora para outra. O processo é construído por meio de descobertas, tentativas, hipóteses, erros e acertos, e as crianças podem avançar em ritmos diferentes.

Uma das referências utilizadas para compreender como a criança constrói conhecimentos sobre a escrita é a Psicogênese da Língua Escrita, desenvolvida a partir dos estudos de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky.

Essas contribuições dialogam atualmente com conhecimentos da ciência da leitura e da alfabetização, que destacam a consciência fonológica, a relação entre sons e letras e o desenvolvimento da fluência.

As fases ajudam a compreender o processo, mas não devem ser interpretadas como etapas rígidas e obrigatórias para todas as crianças.

Fases da aprendizagem da escrita

Na fase pré-silábica, a criança ainda não estabelece uma relação consistente entre letras e sons da fala. Pode utilizar desenhos, letras aleatórias ou sequências de letras para representar palavras.

Na fase silábica, começa a perceber que a escrita representa a fala e pode registrar uma letra para cada sílaba. Para escrever “boneca”, por exemplo, pode utilizar “BNC”.

A fase silábico-alfabética representa uma transição. Em alguns momentos, a criança utiliza uma letra para representar uma sílaba inteira; em outros, registra vários dos sons que compõem a palavra.

Na fase alfabética, a criança compreende que as palavras são formadas por unidades sonoras menores e passa a representar os sons por letras. Ainda assim, erros ortográficos podem ocorrer. Escrever “caza” em vez de “casa”, por exemplo, não significa que ela não esteja alfabetizada.

Família e escola devem acompanhar juntas

O contato com livros, histórias, palavras e situações cotidianas de leitura e escrita pode fazer parte da rotina em casa, desde que esses momentos não sejam transformados em cobranças ou avaliações constantes.

O diálogo entre família e escola é importante para compreender o percurso da criança e identificar quando determinada dificuldade precisa de atenção adicional.

“Considerando que a consolidação da alfabetização pode ocorrer ao longo dos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, é preciso cautela ao utilizar a palavra ‘dificuldade’, especialmente quando a criança ainda está construindo habilidades próprias desse percurso”, explica Carolina.

Segundo a pedagoga, os adultos devem observar os avanços, compreender as hipóteses apresentadas pela criança e oferecer estímulos para que ela continue aprendendo com segurança e confiança.

Quando as dificuldades persistem, causam sofrimento ou prejudicam significativamente a aprendizagem, a família deve conversar com a escola e buscar uma avaliação profissional adequada.

Sobre a Escola Pedro Apóstolo

Fundada há mais de 25 anos, a Escola Pedro Apóstolo está localizada no bairro Capão Raso, em Curitiba, e atende estudantes da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II.

A instituição oferece opções de turno integral bilíngue e meio período. Sua proposta combina o desenvolvimento intelectual e emocional, estimulando curiosidade, empatia e protagonismo dos alunos.

Endereço: Rua Dr. Manoel Linhares de Lacerda, 69 — Capão Raso, Curitiba.

Telefone: (41) 3347-5834.

WhatsApp: (41) 99684-7218.

Site: pedroapostolo.com.br.

Fonte: Carolina Paschoal e Escola Pedro Apóstolo. Imagem: divulgação.

#alfabetização#aprendizagem#crianças#Dia Mundial da Alfabetização#Educação Infantil#troca de letras