Spinoza, Lao-tsé e natureza divina da matéria
- Da Redação com Assessoria
- 4 de mai. de 2022
- 3 min de leitura
Paiva Netto
Na minha página “Ciência e Fé na trilha do equilíbrio”, explanei sobre
(1632-1677), autor de amplos sistemas metafísicos que influenciaram e influenciam grandes pensadores.
, destacou o famoso filósofo. Em 29 de abril de 1993, em minha coluna no
, escrevi que, durante muito tempo, a matéria foi considerada obstáculo ao Espírito. Contudo, agora deixará de ser, à medida que percebermos e respeitarmos sua função superior. (...) O malefício não se encontra na matéria, ou no que dela restou depois da reforma da Ciência Física instituída por
(1879-1955), mas no uso que dela fizermos.
O grande mal, que ainda dificulta aos cérebros excessivamente céticos vislumbrar horizontes na esfera do Espírito, é querer apenas aceitar os fatos do ponto de vista físico absoluto. Esquecem-se de que o “Tudo”, na verdade, está submetido à ação de Sublimes Poderes, que nos colocam em postura distinta da que têm como probabilidade legítima, visto que esta perspectiva, no entanto, não passa de enorme delírio. O que se compreende como inexistente é o real. Não assusta mais a descoberta, na Mecânica Quântica, de que o “vazio” é realidade. A Ciência de ponta já definira o átomo como, sobretudo, vazio. Mas o que é em suma o vazio? A respeito do assunto, comenta o físico
, que me honra com a sua leitura e audição:
.
No
, também chamado de
, o filósofo chinês
(570-490 a.C.) ensinou:
.
O tema é realmente instigante e nos leva a exalçadas reflexões sobre a existência humana e o papel que desempenhamos na contextura do Universo. Voltarei ao assunto.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.



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