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Sobrepujar a dor

  • 25 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Sobrepujar a dor

Paiva Netto

  A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade justamente pela

atitude que têm diante da Dor

.   Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.   Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a

provação

é mais prontamente

aceita, enfrentada e vencida

. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo,

a Caridade

, o auxílio ao próximo, como

emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade

.  

Não temer os desafios

A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo espiritual e físico exige sacrifício.  

Vitória ao alcance

Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que estabelecermos para a nossa existência, concluí:

todas as vitórias estão decididamente ao nosso alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho

. Portanto, de nossa criatividade diligentemente bem aplicada.

Administrar é chegar antes!
O negativismo atrasa o progresso

É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-americano

William Arthur Ward

(1921-1994) quando diz: “

O pessimista queixa-se do vento; o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.

  Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado

“os fins justificam os meios”

, atribuído a

Maquiavel

(1469-1527), autor de

O Príncipe

. Mas é triste ver alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos, este conforto de

Teócrito

(aprox. 320-250 a.C): “

Enquanto há vida, há esperança”.

  Certa vez, o saudoso

Dom Hélder Câmara

(1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil, com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma:

“Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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