top of page

Momento de Silêncio e Barão do Rio Branco

  • Foto do escritor: Marcos Paulo Assis, editor — com apoio de IA
    Marcos Paulo Assis, editor — com apoio de IA
  • 17 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura

Momento de Silêncio e Barão do Rio Branco

Paiva Netto

Há décadas, estabelecemos a cerimônia de um instante de silêncio antes da oração que sempre inicia as atividades diárias nas Instituições da Boa Vontade, no intuito de fortalecer a ligação das equipes solidárias das IBVs com a Espiritualidade Superior, fato que vem se tornando prática cotidiana em empresas.   Já comentei nas minhas preleções no rádio e na televisão algo da história do momento de silêncio; no entanto, não custa relembrar. Em 10 de fevereiro de 1912, faleceu o diplomata, professor e jornalista

José Maria da Silva Paranhos Júnior

(1845-1912), o Barão do Rio Branco, um dos maiores chanceleres, senão o maior, que o Brasil conheceu. Era filho do Visconde do Rio Branco, o criador da Lei do Septuagenário — aos 70 anos os escravos estariam libertos, contudo, quantos alcançariam essa idade?   A morte de Paranhos Júnior foi muito lamentada. Quando a notícia chegou a Lisboa, a Câmara dos Deputados, sob o comando de

Aresta Branco

(1862-1952), suspendeu a sessão por meia hora, como era tradicional, em respeito ao ilustre diplomata. Porém, o Senado, no dia posterior, cuja presidência estava a cargo de

Anselmo Braamcamp

(1849-1921), secretariado por

Bernardino Roque

e

Bernardo Paes de Almeida

, inovou o costume. O presidente fez uma pausa na reunião e destacou:

“Os altos serviços por aquele estadista prestados a Portugal e a circunstância de ser ele ministro quando o Brasil reconheceu a república portuguesa”

, conforme o registro do lisboeta

Diário de Notícias

, que ainda anotou:

“Honrou também o Barão do Rio Branco as tradições lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores se conservassem silenciosos nos seus lugares. Assim se fez...”

.   Foi a deferência ao grande brasileiro que retornara à Pátria Espiritual.  

O Cristo interno

Diante da vida tão atribulada que levamos, surge a argumentação:

“É dificílimo obter um minuto de silêncio, que seja, com as crianças correndo, num feliz alarido, o vizinho com o som superelevado, aquela britadeira em frente da minha janela, ou com os mil problemas que tenho de enfrentar. Sinto muito, mas não consigo”

.   Consegue, sim! Não falo restritamente da quietude física. Refiro-me em especial àquela buscada dentro do Espírito. Você mesmo, às vezes num ônibus barulhento, apinhado, quente, o tráfego intenso, desliga-se pensando naquela questão que precisa sanar. Nada em volta o perturba ou o estorva. E quando desce do coletivo diz:

“Puxa vida! Parecia impossível sair de tamanha enrascada e agora, naquele bendito ônibus, embora jogando calor em mim, a solução apareceu”

. Por quê?! Porque Você entrou no silêncio, dialogou com o seu Cristo interno, com a ajuda do Espírito Santo.   Tudo na existência material é relativo. Basta ver que nas guerras pessoas se matam na presença de paisagens extraordinárias que Deus lhes oferece para acender no âmago justamente a vontade de viver.  

Maior riqueza

Os guris estão correndo, abrindo a geladeira, está uma confusão no meio da rua? Você saberá entrar no silêncio de si mesmo, de si própria, para sentir no íntimo a influência divina. Aproveite esses instantes de meditação, leia o Evangelho de Jesus, riqueza imensa deste e do Outro Mundo, e verá quantos benefícios a sua vida receberá. Mas, primeiro, vamos aplacar os ruídos da Alma. Um minuto de silêncio.  

(Momento para um minuto de silêncio com Jesus.)
TBV

O Templo da Boa Vontade, em Brasília, é hoje amplamente reconhecido como excelente local para a criatura aquietar o coração e elevar o pensamento ao mais Alto, ganhando assim forças para seguir avante. O TBV preconiza o Ecumenismo Total, expressão criada pelo saudoso fundador da LBV,

Alziro Zarur

(1914-1979), o qual propõe a fraterna aliança da Humanidade da Terra com a do Mundo Espiritual Superior e com qualquer civilização que possa haver no Espaço.    

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Comentários


bottom of page