Dor no joelho: saiba quando procurar um ortopedista

Dor persistente, inchaço, travamento e sensação de instabilidade estão entre os sinais que merecem avaliação especializada.

A dor no joelho é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia, mas nem sempre é fácil identificar o momento certo de procurar ajuda médica.
A intensidade, a duração e os sintomas associados ajudam a diferenciar um desconforto passageiro de um problema que exige avaliação especializada.
Segundo Frederico Scherner, ortopedista membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e especialista em cirurgia do joelho, reconhecer os sinais de alerta pode evitar que um quadro simples evolua para uma lesão mais grave.
“Alguns sintomas podem indicar a necessidade de avaliação especializada: dor que persiste por mais de alguns dias, dificuldade para apoiar o pé no chão ou caminhar, sensação de instabilidade ou ‘falseio’, travamento da articulação, inchaço visível e dor que piora progressivamente em vez de melhorar”, explica.
Toda dor no joelho significa lesão?
Não necessariamente. A dor pode estar relacionada a condições mais simples, como sobrecarga muscular ou má postura, e desaparecer após alguns dias de repouso.
A diferença está principalmente na intensidade, no tempo de duração e na presença de outros sintomas.
“Dor leve que melhora com repouso tende a ser benigna. Já dor intensa, inchaço, estalos ou sensação de instabilidade podem indicar uma lesão estrutural, como problemas no menisco ou nos ligamentos”, acrescenta Scherner.
Quando estalos e inchaço são preocupantes?
Um estalo isolado, sem dor ou inchaço, geralmente não representa motivo para preocupação.
Entretanto, quando o estalo vem acompanhado de dor aguda ou da sensação de que o joelho cedeu, é importante procurar avaliação médica.
O inchaço também merece atenção, especialmente quando aparece logo depois de uma queda, trauma ou esforço físico.
“O inchaço indica que houve algum tipo de agressão à articulação e deve ser investigado, principalmente quando surge após um trauma ou atividade física”, alerta o ortopedista.
Automedicação pode mascarar os sintomas
Quando a dor aparece, muitas pessoas recorrem a analgésicos ou anti-inflamatórios sem orientação profissional. Essa prática, porém, pode esconder sinais importantes e atrasar o diagnóstico.
“A automedicação pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico correto e, em alguns casos, agravar lesões que exigiriam tratamento precoce”, destaca Scherner.
A dor pode ser artrose?
Dor recorrente, rigidez ao acordar, dificuldade para subir e descer escadas e piora gradual ao longo de meses ou anos podem estar relacionadas à artrose.
Esses sinais são mais comuns em pessoas com mais de 50 anos ou com histórico de lesões antigas no joelho.
A avaliação médica ajuda a diferenciar uma dor muscular de um problema estrutural e pode ser decisiva para preservar a mobilidade.
Quanto tempo esperar antes de procurar ajuda?
De acordo com o especialista, dores leves podem ser observadas por um período de três a cinco dias.
Se não houver melhora nesse intervalo, ou se ocorrer piora, inchaço, travamento ou instabilidade, é recomendável procurar um ortopedista.
Nos casos de dor intensa, dificuldade para caminhar ou apoiar o pé no chão e inchaço após um trauma, a avaliação não deve ser adiada.
É possível prevenir a dor no joelho?
Alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de dores e lesões:
Fortalecer os músculos das pernas;
Manter o peso corporal adequado;
Aquecer antes das atividades físicas;
Aumentar gradualmente a intensidade dos exercícios;
Utilizar calçados apropriados;
Respeitar os sinais de cansaço e dor;
Procurar orientação profissional antes de iniciar uma atividade intensa.
A prevenção e o diagnóstico precoce contribuem para preservar a saúde das articulações e evitar o agravamento de possíveis lesões.
Foto: Magnific



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