Dia dos Vivos
- Da Redação com Assessoria
- 1 de nov. de 2021
- 3 min de leitura
Paiva Netto
Dois de novembro é conhecido como dia dos mortos. Entretanto, na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o proclamamos como o Dia dos Vivos, porque os mortos não morrem! Quando meus queridos e amados pais,
(1913-1994) e
(1911-2000), e minha adorada irmã,
(1942-2010), faleceram, muito padeceu o meu coração. Contudo, prontamente comecei a entoar comovido colóquio com o Criador, amenizando a saudade e lhes transmitindo mensagens de paz e de gratidão. Logo senti que continuam vivos, porque os mortos não morrem! Costumo afirmar:
(1914-1979), proclamador da Religião do Terceiro Milênio, ensinava que
e que
. Minha solidariedade, pois, aos que sofrem a aparente ausência de seus entes queridos. Mas estejam certos de que realmente os mortos não morrem! Um dia, todos haveremos de nos reencontrar.
Alentadoras palavras deixadas a nós pelo poeta português
(1877-1952), coincidentemente nascido num “Dia de Finados”. Que Deus o tenha em bom lugar! A ocasião faz-me recordar o pronunciamento do papa
(1920-2005), em 2 de novembro de 1983, ao se dirigir aos fiéis reunidos no Vaticano. Nele, Sua Santidade enfatiza que o diálogo com os mortos não deve ser interrompido: “
(...). (Os destaques são meus.) Não poderia abdicar do ensejo de reproduzir magníficos versos de Zarur, constantes de sua magistral obra
(1949), acerca da realidade primeva, que é a vida no Mundo Espiritual:
Daí a importância de refletirmos acerca desse fato inexorável: existir é uma jornada infinita, ora aqui, na Terra, ora acolá, no Espaço.
, porque a nossa aceitável dor
, a adaptação à nova conjuntura. O
(aprox. 570-632) —
—, no Corão Sagrado, 3
Surata, verso 148, nos traz este ensinamento relativo às recompensas aos bons no Mundo Espiritual:
Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP), a professora
revela que, “
. Temos ainda a consideração de
(1804-1869)
, o sábio de Lyon, o Codificador do Espiritismo, em seu livro
, sobre o relacionamento que assevero ser compulsório entre este mundo e o seu correspondente invisível e com outros orbes:
(1849-1923), jornalista, escritor, parlamentar, ministro da Fazenda, diplomata e notável jurista brasileiro, captou esse divino propósito:
De fato, todos nós, “mortos” e vivos, formamos uma única família.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.



Comentários