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A Divina Mensagem da Cruz

  • Foto do escritor: Marcos Paulo Assis, editor — com apoio de IA
    Marcos Paulo Assis, editor — com apoio de IA
  • 4 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

A Divina Mensagem da Cruz

Paiva Netto

A Semana Santa tem como coroamento da Páscoa tocante demonstração de que os mortos não morrem. Não obstante crucificado, na Sua Ressurreição,

Jesus

, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, proclamou aos quatro cantos do mundo que a Vida é eterna. E essa indelével Mensagem da Cruz nos faz buscar sempre renovadas forças na Prece.   Certa vez, numa de minhas orações a Deus, na esperança filial de merecer Sua piedosa atenção, lembrei-me do grande esforço empreendido por

Alziro Zarur

(1914-1979) pela vitória da Boa Vontade, do bom senso de

Melanchton

(1497-1560) e do notável pontificado de

João XXIII

(1881-1963). Ao elevar minha súplica ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência vibrando em meu Espírito. E não há nessa afirmativa qualquer jactância, porque Jesus ensina que

“o Reino de Deus está dentro de nós”

(Evangelho, segundo

Lucas

, 17:21).  

Deus é o meu refúgio

Ó Deus, que sois o meu refúgio, a Vós, outra vez, ergo o meu pensamento e encontro resposta aos meus propósitos, amparo aos mais desafiantes projetos, porque jamais prostrarei a Vossa Bandeira, que preconiza:

“(...) Paz na Terra aos de Boa Vontade”

(Evangelho do Cristo, segundo Lucas, 2:14).   Longe de mim as cassandras do desânimo, que proclamam um Juízo Final sem remissão, quando sois Vós — em tudo — o Princípio Eterno da permanência pujante de vida. De Vós não escuto o abismo; todavia, deslumbro a redenção.   Creio no Amor Universal, que conduz à sobrevivência o gênero humano, que é teimoso em subsistir, apesar das muitas ciladas que lhe são dispostas no caminho.   Esta é a minha Fé Realizante, que vive em Paz com as outras; o meu ideal ecumênico de Boa Vontade, que se esforça pela confraternização de todas as nações, por serem formadas por criaturas Vossas, ó Criador Único de Céus e Terra! Sois a Fraternidade Suprema, o abrigo dos corações. (...) Achei-me a mim porque me identifiquei no Vosso Amor. Sois o auxílio conclusivo à minha Alma.   Sinto o meu ser transbordar de alegria. Em Vosso Espírito, reconheço-me como irmão dos meus irmãos em humanidade. Nesse Éden, que é o Vosso Sublime Afeto, não me vejo como expatriado, abatido pelas procelas do desalento, distante dos entes mais queridos. Enfim, me encontrei, ó Deus!, porque Vos encontrei.   Vós me esperáveis, há tanto tempo, e eu não sabia. Portanto, meu coração não vaga sem paradeiro: no Vosso Divino Seio, achei guarida; sob Vosso Amor, meu seguro teto; no Vosso Colo, descanso para a Alma.   Graças Vos dou, Pai Magnânimo, por me ouvirdes!   Hoje, compreendo que sois integralmente Amor; isto é, Caridade, Mãe e Pai da verdadeira Justiça.   Em Vós habita, com fartura, a genialidade pela qual tantos demandam, pois dela o planeta carece: a Vossa Majestosa Luz, que desce a nós indistintamente, mesmo que não a percebamos.   Confiante em Vosso Critério Sobrenatural, entrego-Vos meu destino, porque a minha segurança de filho está na Vossa Sabedoria de Pai!   Que assim seja!  

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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