Hoje, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto de acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem no mundo devido às doenças do coração, sendo que no Brasil pelo menos 300 mil sofrem infarto anualmente. "Embora seja uma substância importante, o colesterol muitas vezes pode deixar de ser saudável para o organismo e começa a elevar-se, causando danos a saúde”, ressalta o cardiologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Alexandre Alessi.
O que muitos não sabem, é que o aumento do colesterol, juntamente com hipertensão arterial, diabete, tabagismo, são fatores de risco para doenças cardíacas e morte. Por isso, no Dia Nacional de Controle do Colesterol, lembrado no dia 8 de agosto, é uma data importante para incentivar mudanças de alguns hábitos de vida. “Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, deixar o vício do tabaco, ou até mesmo, controlar outras doenças – como, por exemplo, a diabetes e a hipertensão arterial ajudam para evitar o colesterol alto”, explica o médico.
Dr. Alessi explica que existem dois tipos de colesterol: o LDL, o "mau colesterol" e o HDL, o "bom colesterol”. “O LDL leva as gorduras e as deposita na parede das artérias e assim, reduz e fecha as artérias coronárias provocando o infarto do coração ou fecha as arteriais cerebrais causando o acidente vascular cerebral (AVC). Já a HDL é responsável por retirar o excesso de gorduras das paredes dos vasos sanguíneos e, também produz a bílis, o líquido da vesícula que reduzir ou dissolver as gorduras”, esclarece.
Segundo o Dr. Alessi, a doença é silenciosa em sua fase inicial e não apresenta sintomas. “Aumentando o risco de apresentar complicações cardíacas e vasculares, posteriores e decorrentes do deposito progressivo de gordura na parede das artérias. Por isso, é preciso um exame laboratorial, chamado perfil lipídico - que analisa o colesterol total e os triglicerídeos”, ressalta o especialista.
Algumas pessoas são mais suscetíveis à doença, entre elas: os obesos, diabéticos e aqueles com forte carga genética para alteração metabólica do colesterol.
Sem exageros na alimentação
Segundo o médico é preciso ter uma dieta balanceada, pois o colesterol está presente principalmente nos alimentos de origem animal e se consumido em exagero pode comprometer a saúde. “Ao consumirmos em quantidades maiores a gema de ovo, frutos do mar, carnes gordas, frios, embutidos, leite ou laticínios integrais podemos contribuir para o aumento do colesterol”, aponta.
Outros nutrientes também devem ser ingeridos com cautela, como as gorduras saturadas e gordura trans. Por isso, o cardiologista recomenda às frutas, verduras, peixes, frango e carnes magras ou grelhadas, sem esquecer dos exercícios físicos.