Intolerância à lactose é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados) porque não produzem a enzima lactase ou produzem em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. Segundo estudos, a intolerância à lactose acomete de 15 a 20% dos brancos adultos, sendo que 70% da população mundial têm algum grau deste tipo de intolerância. É o que explica Mauro Scharf, diretor médico e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart.
De acordo com Scharf, o exame padrão analisa o nível de glicose do paciente. O teste consiste em uma medição da glicose em jejum e, logo após, a ingestão de uma dose padrão de lactose. A partir desse momento, a taxa de glicose é medida novamente, em intervalos de 30 minutos. Caso haja um aumento da glicose de pelo menos 20 mg/dl em relação à taxa em jejum, o paciente não apresenta problemas na produção de lactase. Mas se houver apenas uma pequena diferença entre a concentração de glicose em jejum e nos demais intervalos testados, essa é uma indicação clara de que o paciente não está produzindo lactase o suficiente e, portanto, é comprovada a intolerância à lactose. O especialista revela que não há como determinar o grau preciso de intolerância do paciente.
O endocrinologista relata que os sintomas da intolerância à lactose são distúrbios gastrointestinais, como distensão abdominal, gases, diarreia e cólicas, causados pela deficiência na produção da enzima lactase, que tem a função de digerir o açúcar do leite, a lactose.
Scharf explica que a deficiência na produção de lactase pelo organismo se apresenta ao longo da vida, pois é normal que o ser humano passe a produzir menos lactase à medida que vai envelhecendo. Mas existem casos onde a intolerância à lactose está associada a alguma outra doença, e a intolerância pode até desaparecer com o tratamento da doença causadora.
O especialista reforça que ter intolerância à lactose não significa retirar produtos lácteos por completo da sua dieta. “Muitos derivados lácteos podem conter pouca ou quase nenhuma quantidade de lactose após sua industrialização e evitar o leite vai depender do grau de intolerância apresentado pelo paciente”, diz. Além disso, muitos pacientes fazem uso das cápsulas de lactase, que auxiliam na ingestão de produtos lácteos. “Os riscos do intolerante são diretamente relacionados ao grau de intolerância e seu quadro clínico deve ser abordado de forma individual pelo médico”, finaliza.
Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart
O Frischmann Aisengart tem 67 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica na região. Com forte presença nas áreas hospitalar e ambulatorial é o líder de mercado na capital e Região Metropolitana. Possui mais de 600 colaboradores e 46 unidades. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar e vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.