Existem no mercado diferentes tipos de adoçantes. Mas você sabe qual a diferença de cada um? André Vianna, endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba (CDC), lembra que adoçantes são produtos constituídos a partir de uma substância chamada edulcorante, que tem capacidade de adoçamento maior do que o açúcar tradicional ou sacarose. Por isso é possível usar a quantidade mínima de adoçante para deixar algo mais doce.
Vianna ressalta que, essencialmente, existem dois tipos de adoçantes no mercado: os que têm calorias (adoçantes nutritivos) e os que não têm calorias (adoçantes artificiais ou não nutritivos). “Somente os adoçantes nutritivos afetam diretamente a glicose no sangue. Mas, mesmo assim, é preciso dar atenção a adoçantes artificiais”, diz.
O endocrinologista comenta que, na categoria dos adoçantes nutritivos, encontram-se os açúcares feitos a partir da cana e da frutose encontrada nas frutas. “Também estão na categoria os extraídos de plantas, que podem ser usados em adoçantes de mesa, gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins e sorvetes e possuem o nome de Estevosídeos. Um exemplo é o estévia”, relata. Segundo Vianna, ambos contribuem com calorias e influenciam os níveis de glicose no sangue.
Vianna lembra também que nesta categoria se encontram os alcoóis de açúcar, líquidos produzidos comercialmente e processados a partir da sacarose, glicose e amidos. “Estes também possuem calorias e carboidratos e podem levar nomenclatura de Manitol e Sorbitol, sendo igualmente usados em geleias, gomas de mascar, balas, bolos e panetones, por exemplo”, cita.
Heloisa Hermann, nutricionista do Centro de Diabetes Curitiba, comenta que outro álcool de açúcar, chamado de hidrolisado de amido hidrogenado, devido à maneira como é feito, contém quantidades mais elevadas de polissacarídeos hidrogenados. De acordo com o endocrinologista, como um grupo, os alcoóis de açúcar não são completamente absorvidos nem usados pelo organismo. Desta forma, contribuem com menos calorias e carboidratos que a mesma quantidade de outros adoçantes nutritivos, como a sacarose. “Por isso, são considerados adoçantes de baixa energia ou de energia reduzida”, conta.
Já os adoçantes artificiais são produtos sintéticos muito doces, usados frequentemente em alimentos e bebidas de poucas calorias e são considerados não nutritivos porque acrescentam poucas calorias e carboidratos aos alimentos. Como exemplos podem ser observados o Sucralose, usado como adoçante de mesa e em preparações, a Sacarina, o Ciclamato e o Acesulfame-K, que pode ser usado isoladamente ou combinado com outros edulcorantes.
Heloisa ressalta que é recomendado verificar os rótulos dos adoçantes antes de comprar. “Os diabéticos precisam e devem verificar no rótulo, ao comprar um adoçante, se ele é natural, pois não são os mais recomendados devido à possibilidade de aumento nos níveis glicêmicos e de gordura no sangue”, afirma. E continua: “De qualquer maneira, as pessoas que têm diabetes, quando forem buscar forma de adoçar algo devem preferir adoçantes, pois mesmo os com composição natural são preferíveis a açúcar”, finaliza.
Sobre o Centro de Diabetes Curitiba
O Centro de Diabetes Curitiba foi criado em 1999 e usou como modelo o International Diabetes Center de Minneapolis, nos Estados Unidos. Tem como sócios os endocrinologistas André Vianna, Andressa Leitão, Claudio Lacerda, Edgard Niclewicz, Luciana Pechmann e Mauro Scharf. Localizado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças, o Centro de Diabetes Curitiba oferece atendimento multidisciplinar e conta com uma equipe de médicos especializados, além de realizar pesquisas clínicas e estudos científicos em níveis nacional e internacional. Mais informações no site www.centrodediabetescuritiba.com.br