Com o aquecimento na área de construção civil, a demanda de funcionários aptos para atender às necessidades de mercado também tende a crescer. De acordo com estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das empresas do setor enfrentam o problema da falta de profissionais, desde o nível básico até o especializado, que conta com técnicos de diferentes áreas.
No Paraná, a escassez de profissionais qualificados é nítida. Segundo dados da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego de Curitiba, no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, foram registradas 12, 1 mil vagas no mercado de trabalho, com maior demanda pelo setor da construção civil. Sem ocupar os postos de trabalho, as consequências refletem-se especialmente no atraso das obras.
Em áreas especializadas, os empresários também sentem a carência de profissionais, especialmente de técnicos em edificações. De acordo com dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), existem 928 técnicos em edificações registrados oficialmente no Conselho. Na Emadel Engenharia e Obras, a dificuldade para a contratação desses profissionais é grande, especialmente nas obras industriais que executam. “Entre dezenas de currículos, foi difícil encontrar candidatos com o perfil e a experiência que precisamos”, comenta o engenheiro civil da Emadel, José Geraldo Canhoto.
O profissional de edificações participa diretamente de todas as etapas das execuções dos empreendimentos, podendo atuar tanto no canteiro de obras quanto na área administrativa em áreas como compras, orçamentos, desenhos, entre outras.
Atualmente, são três as instituições que oferecem o curso Técnico em Edificações no Estado: Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), Senai e Colégio Estadual do Paraná. Apesar do aquecimento do setor da construção civil, a contratação de profissionais especializados e a procura dos mesmos por cargos disponíveis têm sido muito escassas.
Canhoto aponta que os estudantes devem se preparar para o mercado de trabalho ao longo da graduação, procurando estágios para reunir mais experiência e conhecimento prático. “Para solucionar essa deficiência, vamos contratar o profissional de edificações e treiná-lo conforme as nossas demandas”, finaliza o engenheiro.