Um grupo de 10 índios da etnia Fulni-ô, de Pernambuco, entrará em um cinema pela primeira vez neste dia 19 de abril. É o seu dia. E, nada melhor do que o Dia do Índio, para a exibição de Xingu, no Cinesystem do Shopping Total. Será na sessão das 16h55 desta quinta-feira.
O grupo vem há muitos anos a Curitiba para participar de feiras e eventos de artesanato, além de realizar apresentações com danças e tradições de sua cultura, em escolas e outros espaços. Na cidade, eles são recebidos por voluntários da Organização Tekoá – Amigos da Aldeia, uma ONG indigenista sem fins lucrativos. Os voluntários pensaram em levá-los assistir Xingu, produção que conta a história dos indigenistas Orlando e Claudio Villas-Boas. Feito o contato com o cinema, tudo certo. Algo mais do que recomendável. Afinal, trata-se de um tema que diz respeito diretamente à vida deles. O Cinesystem cedeu os ingressos e o shopping total também apoiou a iniciativa, abrindo o espaço para a venda de seus artesanatos durante todo o dia, dentro do shopping.
Os visitantes irão com pinturas, cocares e adereços tradicionais. E, para retribuir o gesto de cortesia (a primeira sessão de cinema), os indígenas promoverão um espetáculo que nem todos os frequentadores já tiveram a oportunidade de conhecer: a apresentação de dança ritual ao término das projeção do filme.
A iniciativa que marcará o Dia do Índio, em parceria com a Rede Cinesystem e o Shopping Total, tornará a data realmente muito especial. Para todos os envolvidos.
O Projeto índio Fulni-ô Curitiba vem sendo desenvolvido em Curitiba há doze anos através da Organização Tekoá – Amigos da Aldeia, que é uma organização indigenista sem fins lucrativos que realiza este trabalho voluntariamente. O trabalho tem por objetivo divulgar a cultura dos povos tradicionais brasileiros a população não indígena.
Durante os encontros são realizados danças e cantos tradicionais, uma roda de conversa com os presentes onde são desenvolvidos conteúdos da cultura indígena.
O projeto tem também por objetivo o apoio às comunidades indígenas através da venda de artesanato produzidos nas aldeias e captação de recursos para auxiliar na subsistência de sua comunidade. Seu trabalho prevê a possibilidade de agendamentos de encontros para desenvolvimento de oficinas do idioma nativo, de artesanato e de grafismos tradicionais. O grupo étnico Fulni-ô que participa do encontro vem de Águas Belas, Estado de Pernambuco.