Dados estatísticos da Fenabrave-PR (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Regional Paraná) e do Sincodiv-PR (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado do Paraná) - entidades que representam mais de 700 concessionárias de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários em todo o Estado- confirmam que o segmento da distribuição de veículos no Paraná teve um crescimento tímido de 1,10% de abril para maio desse ano, passando de 27.897 unidades emplacadas para 28.204 no total dos segmentos.
Na comparação com maio de 2011, quando foram emplacadas 33.703 unidades, houve queda de 16,32%. No acumulado do ano (jan-maio) também houve queda de 4,89%. Nesse índice de comparação, no ano passado foram vendidos 151.076 veículos e nos cinco primeiros meses de 2012 esse número chegou a apenas 143.692.
Segundo o diretor das entidades, Luís Antônio Sebben, esse resultado mostra que as medidas governamentais de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), queda nos juros praticados por parte dos bancos das montadoras, oferta de novos modelos de produtos, preços e promoções especiais por parte das montadoras e concessionárias, não foram providências sentidas no mês de maio em relação ao estímulo às vendas de veículos. “Possivelmente teremos melhores reflexos de todas essas medidas em junho. Entretanto, para que as vendas de veículos efetivamente voltem aos patamares de crescimento é preciso mais. A economia deve se fortalecer para que o consumidor se sinta mais seguro ao assumir compromissos em longo prazo”, avalia Sebben.
O dirigente também acredita que além dos fatores relacionados, os bancos e financeiras deveriam se engajar e contribuir com essa gama de providências, que juntas visam aquecer e estabilizar a economia do país mediante o consumo e giro de capital. Diminuir a rentabilidade nos financiamentos e voltar a aprovar o crédito de clientes regulares é um exemplo. “As dificuldades sentidas pelo mercado são ainda maiores em relação ao segmento de motocicletas, veículos seminovos e Finame para caminhões. Poucas financeiras se interessam por esses setores”, reflete Sebben, acrescentando que se as provisões não forem tomadas por todos juntos, estará longe da real necessidade do mercado. “Indo mais além, a política de redução de impostos e baixa nas taxas deveria ser permanente. Se o governo abate impostos e os bancos suavizam seus lucros, é sinal que suportam essa redução. Sendo assim, consequentemente, as parcelas dos veículos ficariam menores, permitindo vendas mais seguras e menores riscos para as empresas, não sendo necessário alargamento de prazos de financiamentos”, explica o diretor.
Sobre os resultados de maio, Sebben afirma que é importante o crescimento mesmo que pequeno, pois a distribuição estava vivendo uma contínua queda nas vendas e estoques em acúmulo. “A meta de vendas para 2012 devem permanecer na casa dos 4%”, finaliza.
Segmentos
Os automóveis tiveram queda de 2,29% de abril para maio, passando de 15.356 unidades para 15.004. Na comparação com maio de 2011, quando foram emplacados 18.061, houve queda de 16,93%. No acumulado do ano (jan-maio) os autos também caíram 4,70%, passando de 80.466 (2011) para 76.686 (2012).
Já os comerciais leves tiveram crescimento de 13,76%, passando de 4.834 unidades em abril para 5.499 em maio. Na comparação com maio de 2011, quando foram vendidos 5.418 comerciais leves, houve aumento de 1,50%, e no acumulado do ano também subiu 1,33%, passando de 23.810 unidades de jan-maio de 2011 para 24.126 de jan- maio de 2012.
O setor de caminhões caiu em todas as comparações. Em relação a abril, quando foram comercializados 1.133 caminhões, o mês de maio teve queda de 9,89% vendendo 1.021 unidades. Na comparação com maio de 2011, quando foram vendidos 1.383 caminhões, houve queda de 26,17%. No acumulado do ano (jan-maio), houve queda de 10,36% passando de 6.708 unidades em 2011 para 6.013 em 2012.
Os ônibus venderam mais 7,19% de abril (139unidades) para maio (149 unidades). Em relação a maio de 2011, quando foram vendidos 201 ônibus, o decréscimo foi de 25,87%. No acumulado do ano houve queda de 15,81%, passando de 968 unidades (jan- maio de 2011) para 815 (jan-maio de 2012).
O setor de duas rodas vendeu 0,74% mais em maio, passando de 5.271 motocicletas em abril para 5.310 em maio. Na comparação com o quinto mês do ano passado, quando foram vendidas 7.402 unidades, as motos caíram 28,26%. Houve queda também de 9,66% de 2011 para 2012, passando de 32.651 unidades no acumulado de janeiro a maio de 2011 para 29.497 no mesmo período de 2012.
Já o setor de implementos rodoviários, que inclui reboques, semi-reboques e carrocerias, caiu 7,97% de abril (577 unidades), para maio (531 unidades). Em maio de 2011 foram vendidos 674 implementos, o equivalente a 21,22% mais que maio desse ano. Houve queda ainda de 11,92%, passando de 3.749 unidades de janeiro a maio de 2011 para 3.302 no mesmo período de 2012.