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Mês das noivas perde força no Brasil
[03-05-2012]
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A tradição de se casar no mês de maio está ficando para trás no Brasil. O período que vai de setembro até o fim de ano é o mais escolhido entre as noivas para subir ao altar, segundo último levantamento do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, não faltam exemplos de pessoas que elegem o mês cinco do calendário para trocar as alianças.

No Paraná, estado que registrou mais de 7 mil casamentos em dezembro de 2010, contra um número próximo de 4 mil uniões formalizadas em maio do mesmo ano, a situação é proporcional ao restante do Brasil. Designer de interiores, Kalinka Kachel, de 36 anos, é uma das noivas que contraria as estatísticas. Ela se casa neste sábado (5), na Igreja Ucraniana São João Batista, em uma cerimônia para 200 convidados. Ela conta que não procurou especificamente por esse mês, mas que ficou muito feliz com a coincidência. "Embora para casamento todos os meses sejam especiais, maio ainda tem um certo ar de romantismo", diz.

Kalinka compartilha com a advogada Flávia Parcia, de 30 anos, a mesma data de casamento e o mesmo gosto pela tradição. "Escolhi maio por ser o mês das noivas, desde pequeninha quis me casar nesse mês", comenta a noiva, que também que gosta muito do número 5. A cerimônia da advogada será na Igreja Nossa Senhora de Salete, com a presença de 150 pessoas, entre amigos e familiares.

Para o estilista curitibano Edson Eddel, um dos motivos que levam as noivas a fugirem do mês de maio na capital paranaense é o frio. Uma grande bobagem, segundo ele, pois, apesar de 90% delas escolherem vestidos sem mangas e decotados, o que geralmente ocorre é exatamente o inverso: "Com a ansiedade do momento, grande quantidade de luz das filmadoras e ar condicionado em quase todas as locações, é comum ver noivas suando e borrando a maquiagem", afirma.

O vestido de Kalinka é um tomara-que-caia, bem rodado, com muitos bordados. Mesmo com pouco tecido no colo, a noiva não se diz preocupada com as baixas temperaturas que maio costuma registrar: "frio para curitibano já é normal, a gente supera, mas chuva pode atrapalhar um pouco". Flávia, que vestirá uma peça bordada, com armação e saia evasê, também se diz preocupada com a chuva, que para ela pode arruinar o penteado ou sujar a barra do vestido. "O noivo acha que chuva traz sorte, mas eu não quero que isso aconteça", confessa.






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